PF investiga origem criminosa de queimadas em 4 florestas

Pedido de investigação foi feito pelo Instituto Chico Mendes, após localizar nas áreas indícios como dispositivos incendiários

Marta Salomon, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2011 | 00h00

BRASÍLIA

A origem criminosa de queimadas em unidades de conservação é investigada pela Polícia Federal em quatro florestas ou parques nacionais em Brasília, Amazonas, Mato Grosso e Rio.

O pedido de investigação foi feito pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, responsável por essas unidades, com base em indícios encontrados nas áreas, como dispositivos incendiários.

Fotos desses mecanismos encontrados nos parques da Chapada dos Guimarães, de Itatiaia e dos Campos Amazônicos foram apresentadas ontem pela ministra Izabella Teixeira.

Balanço feito pelo governo mostra que, neste ano, foram queimados 3.228 quilômetros quadrados de vegetação nativa em unidades de conservação federais. O número, parcial, é menor que o registrado no ano passado, quando 16,7 mil quilômetros quadrados de áreas protegidas pegaram fogo.

A Floresta Nacional (Flona) de Brasília é a unidade de conservação que registra o nível mais grave de queimadas. O presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello, calcula que 25% do total do parque foi destruído. Ontem de manhã, o incêndio era dado como sob controle.

Fiscais observaram pessoas correndo da Flona após o início do incêndio, daí o ICMBio ter pedido a investigação de origem criminosa também nessa área.

Aviões da Força Aérea têm colaborado no combate aos focos de incêndio em Brasília e no Parque Nacional de Itatiaia. Outras dez unidades de conservação registram focos em níveis menos graves. O mais recente foi detectado no oeste da Bahia.

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