PF prende 11 em operação contra jogos de azar na BA

Onze pessoas foram presas hoje durante uma operação da Polícia Federal contra a exploração de máquinas caça-níqueis na região de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. A operação visava cumprir 15 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal em Salvador, nos municípios baianos de Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos, e também no Rio de Janeiro.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

19 de abril de 2011 | 17h39

Mais de 200 máquinas caça-níqueis foram apreendidas, além de peças diversas para os equipamentos e R$ 70 mil. Segundo as investigações, iniciadas há quase três anos, a quadrilha operava boa parte dos pontos de exploração de caça-níqueis na região de Feira de Santana e ainda fornecia máquinas e peças para outras quadrilhas na Bahia, em Alagoas e Sergipe. Dois galpões para montagem e reparo dos equipamentos foram fechados.

Os presos, encaminhados para a superintendência da PF em Salvador, vão responder, inicialmente, por exploração de jogo de azar, contrabando e formação de quadrilha. O superintendente da PF em Feira de Santana, José Maria Fonseca, porém, avalia que há indícios de que o grupo tenha cometido outros crimes, como lavagem de dinheiro. Um dos presos, um empresário do ramo têxtil, estaria usando a empresa para legalizar os valores obtidos com o crime.

Fonseca também disse acreditar que há policiais envolvidos no esquema. A suspeita surgiu depois que ficou constatado que os caça-níqueis operados pela quadrilha tinham um selo de identificação. De acordo com testemunhas, o sinal era usado para alertar aos policiais envolvidos que aquelas máquinas não deveriam ser apreendidas em eventuais operações contra jogos de azar.

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