PF prende 17 acusados de integrar PCC

A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã de ontem 17 suspeitos de integrar uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) que se estabeleceu na fronteira do Brasil com outros países - especialmente o Paraguai - com o objetivo de eliminar intermediários no comércio de drogas.

CAMILA BRUNELLI, Agência Estado

30 Maio 2012 | 09h07

Sete deles foram presos na região de fronteira e outros dez nos Estados de São Paulo, Rio e Mato Grosso do Sul. Nove ainda estão foragidos. Foram apreendidos também 22 quilos de maconha, 8 de cocaína, várias armas, munição de calibre restrito e produtos químicos usados para refino de cocaína nas cidades de Dourados e Ponta Porã (MS). A pedido da PF, a Justiça ainda bloqueou 128 contas bancárias usadas por bandidos.

Uma casa em Presidente Prudente, identificada como sendo de um dos líderes do grupo, foi sequestrada pela Polícia Federal por ter sido comprada com dinheiro do tráfico.

Segundo o coordenador da operação - batizada de Leviatã -, a intenção desse grupo, que se intitulou "Sintonia Paraguaia", era negociar diretamente com os produtores ou fornecedores paraguaios, a fim de baratear o custo da droga e garantir a qualidade da substância vendida nos pontos de varejo. A célula também tinha intenção de controlar toda a logística do tráfico de maconha e cocaína.

A maior parte da droga obtida nas fronteiras vinha para a capital paulista, mas as investigações detectaram movimentação das substâncias também na direção do interior do Estado e do Rio de Janeiro. Não foi detectada distribuição de drogas dentro de presídios ou penitenciárias.

A droga era transportada em carros pequenos - em fundos falsos de painéis e tanques de combustível, por exemplo -, ou em caminhões maiores, ocultadas em meio a cargas lícitas, como madeira ou cereais.

"Toda ação e formação da célula era acompanhada pela cúpula da quadrilha, que orientava os homens em decisões como substituição de integrantes e indicações de substitutos, por exemplo. O meio de comunicação, no entanto, nós não conseguimos identificar", conta o coordenador da ação, Ivo Roberto Costa da Silva. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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