PF prende 31 em operação contra crimes cibernéticos em MG

Principais alvos são hackers ou ciberpiratas que agiam na violação ilegal de sistemas de segurança cibernéticos

Paulo R. Zulino, da Agência Estado,

09 de novembro de 2007 | 08h48

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira, 9, em Belo Horizonte e mais sete cidades de Minas Gerais, 31 pessoas, durante a Operação Ilíada. O objetivo é desmantelar uma organização criminosa que atua na atividade de crimes cibernéticos. As investigações que se iniciaram há oito meses. Ao todo, a polícia cumpriu 31 mandados de prisão, sendo 20 preventivas e 11 temporárias.   Também foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal em Belo Horizonte. A operação envolve mais de 160 policiais federais dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal.   Os principais envolvidos são hackers ou ciberpiratas que agiam na violação ilegal de sistemas de segurança cibernéticos, principalmente em saques fraudulentos em contas bancárias, realizados via internet, que vitimaram clientes de várias instituições financeiras, dentre as quais a Caixa Econômica Federal.   Segundo a PF, o modo de agir da quadrilha é complexo e organizado, possuindo dinâmica própria e ocorrendo quase na sua totalidade no ambiente virtual. Seu principal objetivo era a obtenção por meios fraudulentos e dissimulados das senhas bancárias e dados cadastrais de correntistas do sistema bancário, que lhes franqueavam o acesso a essas contas correntes, de onde eram realizados transferências, saques e pagamentos indevidos. A Polícia Federal estima que a organização criminosa gerou um prejuízo de R$ 600 mil por ano.

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