PF prende acusados de fraudes ambientais no Pará

A Polícia Federal (PF) do Pará prendeu hoje oito pessoas (quatro servidores estaduais, três empresários e um advogado) acusadas de fraudes em processos ambientais, pedidos de licença, cadastramento e solicitações de vistoria dentro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). Além das prisões, o juiz Paulo Sotero, da 1ª Vara de Inquéritos Policiais e Medidas Liminares do Tribunal de Justiça, expediu oito mandados de busca e apreensão em gabinetes da Sema e residências dos acusados. Um dos presos foi localizado em Fortaleza.

CARLOS MENDES, Agência Estado

12 de novembro de 2010 | 19h21

A Operação Térmita (espécie de cupim) mobilizou 70 policiais federais e ocorreu simultaneamente em Belém, distrito de Mosqueiro, nos municípios de Dom Eliseu e Ulianópolis, além da capital cearense. Todos os presos foram levados para um presídio na região metropolitana de Belém. Eles estão sendo ouvidos em depoimento e serão autuados pelos crimes de concussão, corrupção passiva e ativa e formação de quadrilha.

As fraudes na Sema são investigadas pela PF desde o começo do ano. As denúncias de liberação ilegal de planos de manejo feitas por servidores do próprio órgão levaram os agentes federais a montar uma sala no prédio estadual para acompanhar a tramitação dos projetos. O trabalho da PF apurou que mais de 80% das autorizações para exploração madeireira seriam fraudulentas.

Os papéis que saem da Sema serviriam apenas para "esquentar" as toras de espécies nobres de madeira derrubadas diariamente sem autorização em várias regiões do Pará. No começo do mês, a governadora Ana Júlia Carepa publicou decreto no Diário Oficial concedendo trinta dias de férias ao secretário de Meio Ambiente, Aníbal Picanço, que é investigado pela PF. No dia seguinte, ela revogou a portaria de férias, demitindo Picanço.

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