PIB e alta das commodities animam e Bovespa sobe 1,1%

O crescimento vigoroso da economia brasileira no primeiro trimestre e a recuperação dos preços de commodities fizeram os investidores voltarem à ponta compradora de ações na Bovespa, que teve a primeira alta em três sessões.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

08 de junho de 2010 | 17h54

Após ter perdido força no meio da tarde, em meio a sinais desencontrados das bolsas internacionais, o Ibovespa firmou-se na última hora, fechando com valorização de 1,1 por cento, aos 61.855 pontos. O movimento financeiro, no entanto, mais uma vez foi fraco, somando apenas 4,9 bilhões de reais.

O avanço de 2,7 por cento do PIB doméstico entre janeiro e março em relação ao trimestre anterior, e de 9 por cento em doze meses, reverberou nos negócios, embora os investidores tenham ficado com outro olho nos mercados internacionais.

Os dados escoltaram ganhos de ações ligadas ao mercados doméstico, que têm pequeno peso no Ibovespa, como as construtoras e as varejistas. Em destaque, Rossi Residencial ganhou 3,5 por cento, cotada a 13,80 reais.

Como as principais bolsas estrangeiras mandaram sinais desencontrados --em Wall Street, o Dow Jones e o S&P 500 subiram, mas o Nasdaq recuou, mesma direção do índice europeu de ações--, a alta das commodities foi o fiel da balança para a bolsa paulista.

O destaque foi o setor de mineração e siderurgia, justamente o que mais vinha pesando sobre o Ibovespa. Em relatório, o Morgan Stanley comentou nesta terça-feira que, apesar da recente queda nas cotações de metais, segue otimista com relação aos preços dessas commodities nos próximos meses. Por isso, reiterou a recomendação de compra para Vale e MMX.

Esta última foi a líder de ganhos do índice, saltando 6,1 por cento, para 10,61 reais. Já a Vale viu sua ação preferencial ganhar 1,1 por cento, a 40,26 reais.

Olhando para alta do preço do petróleo e esperançoso pelo avanço do processo de capitalização da Petrobras, o investidor também se animou com a companhia, cuja ação preferencial cresceu 0,5 por cento, a 29,66 reais.

"Parece que a capitalização da empresa finalmente vai sair", disse Edson Roberto Marcellino, diretor de renda variável da corretora Interbolsa.

A votação do projeto que trata do assunto pelo Congresso Nacional está prevista para quarta-feira.

Na ponta de baixo do índice, Telesp caiu 3,1 por cento, a 37,20 reais, após ter disparado 10 por cento nas primeiras quatro sessões do mês, após a Portugal Telecom afirmar que não garante a distribuição aos acionistas do valor total de uma eventual venda da sua participação na Vivo à Telefónica.

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