Piemonte disponibiliza clínicas para eutanásia em jovem italiana

Esta foi a primeira ocasião pública de disponibilidade de desligamento dos aparelhos que mantêm Eluana viva

Efe,

20 Janeiro 2009 | 14h37

A presidente do Piemonte, norte da Itália, Mercedes Bresso, expressou sua disposição de que algum dos centros de saúde da região desliguem os aparelhos que mantêm viva a jovem Eluana Englaro, em coma vegetativo desde 1992. Veja também:Clínica não desligará aparelhos de italiana em estado vegetativo Autoridade regional retira apoio à eutanásia de italianaClínica condiciona eutanásia de italiana a apoio das autoridadesClínica italiana continua disposta a realizar eutanásia de EluanaMinistério da Saúde italiano proíbe eutanásia de Eluana EnglaroItaliana em coma pode ser transferida para realizar eutanásiaLíder de Toscana pede que clínicas façam eutanásia de EluanaHospitais se negam a fazer eutanásia autorizada na ItáliaEutanásia de mulher que vegeta há 17 anos divide Itália "Não pediram nada para nós, mas se pedissem, não haveria qualquer problema", assegurou Bresso em Bruxelas, após se encontrar com o presidente da Comissão Europeia (CE, órgão executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, em declarações reproduzidas pela imprensa italiana. "Se pedirem para nós, estamos dispostos. Obviamente, em estruturas particulares, porque as públicas estão sob as ordens do ministro" de Saúde, Maurizio Sacconi, acrescentou. Esta foi a primeira ocasião pública de disponibilidade de desligamento dos aparelhos que mantêm a jovem viva, depois que, na sexta-feira passada, uma clínica voltou atrás e anunciou que não praticaria a eutanásia em Eluana, autorizada em novembro de 2008 pela Corte Suprema da Itália. "O tema continua o mesmo. Eu tinha dito que já estávamos dispostos a respeitar a lei, porque achamos que a lei deve ser respeitada e quem neste caso tem a tutela, o poder pátrio", afirmou Bresso. Por enquanto, Eluana, de 38 anos e que entrou em coma após sofrer um acidente de trânsito, segue à espera de que algum centro do país decida aplicar a sentença do Supremo que autoriza a jovem a morrer e pela qual sua família brigou durante mais de uma década.

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