Pílulas abortivas não reduzem fertilidade, afirma estudo

Foram analisadas 12 mil mulheres dinamarquesas que sofreram aborto no primeiro trimestre da gravidez

Efe,

16 de agosto de 2007 | 08h18

Mulheres que já utilizaram uma pílula abortiva não apresentam mais dificuldades para voltar a ficar grávidas. É o que publica nesta quinta-feira, 16, a revista médica New England Journal of Medicine.   O estudo analisou 12 mil mulheres dinamarquesas. Elas tinham se submetido a um aborto de tipo químico ou cirúrgico durante o primeiro trimestre da gravidez.   Segundo os pesquisadores, liderados pelo médico Jasveer Virk, não existem diferenças significativas na concepção e evolução do feto entre as mulheres que optaram pelo aborto cirúrgico ou pelo químico.   "Não encontramos provas de que um aborto químico, em comparação com um cirúrgico, aumente a probabilidade de aborto espontâneo, gravidez extra-uterina, parto prematuro ou recém-nascidos com um peso menor que o habitual", dizem os pesquisadores.   Apenas cerca de 2,4% das concepções após um aborto químico davam origem a uma gravidez extra-uterina. Pouco mais de 12% dos casos terminavam em aborto espontâneo, independentemente do tipo de interrupção da gravidez utilizado antes.   No caso dos partos prematuros as possibilidades ficaram entre 5,4% e 6,7%. As chances de o recém-nascido ter um peso menor que o habitual eram de 4% a 5,1%.   Os pesquisadores analisaram apenas a primeira gravidez, posterior ao aborto, das mulheres que fizeram parte do estudo.   Só nos Estados Unidos, cerca de 360 mil mulheres utilizaram a pílula abortiva entre 2000 e 2004. Elas falham apenas em 1 de cada 14 casos, no qual é necessário realizar um aborto de tipo cirúrgico.

Tudo o que sabemos sobre:
AbortoDinamarcapílula

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.