Pimentel rejeita pessimismo com PIB e vê dinamismo econômico

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, rejeitou nesta quarta-feira projeções "pessimistas" sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), e avaliou que as medidas adotadas pelo governo recentemente devem impulsionar o investimento na segunda metade do ano.

REUTERS

20 de junho de 2012 | 13h55

As declarações do ministro foram uma reação à revisão feita pelo banco Credit Suisse, que reduziu de 2 por cento para 1,5 por cento a estimativa de expansão econômica para este ano.

Na avaliação de Pimentel, a análise do banco foi contaminada pelo pessimismo existente na Europa, resultado da crise da dívida na zona do euro.

"Acho que a visão que os europeus têm é necessariamente pessimista e negativa, muito influenciada pelo clima lá. A situação do mercado financeiro é muito ruim", afirmou Pimentel a jornalistas, antes de participar de reunião entre a presidente Dilma Rousseff e seu colega francês, François Hollande, durante a conferência ambiental Rio+20, no Rio de Janeiro.

"Nós brasileiros somos um pouco mais otimistas. Estamos vendo o dinamismo da economia, e as medidas que o governo tomou estão de fato destravando o investimento para o segundo semestre. Não acompanho o pessimismo do Credit Suisse", acrescentou o ministro.

Ao ser questionado em quanto poderia crescer a economia em 2012, Pimentel afirmou que não colocaria "número para o PIB".

Ele afirmou ainda que, apesar da desaceleração da economia europeia, o país mantém a expectativa de ampliar as exportações entre 3 e 3,5 por cento neste ano.

Mais cedo, o Credit Suisse divulgou relatório com a revisão da estimativa para o crescimento da economia brasileira.

No documento, os analistas do banco afirmam que a decisão foi tomada "devido a menor produção industrial em abril, nossa expectativa de uma contração renovada em atividade industrial em maio, e nossas projeções para o outros setores".

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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