Pinheiro Real na sala vale a pena

Estudo canadense diz que usar uma árvore de verdade por ano no Natal é melhor para o planeta

, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2010 | 00h00

O que é mais correto do ponto de vista ecológico: usar um pinheirinho como árvore de Natal ou recorrer a um modelo de plástico? A empresa de consultoria ambiental Ellipsos, de Montreal, no Canadá, descobriu que uma árvore artificial teria de ser usada por mais de 20 anos para ser mais vantajosa que uma real, cortada para ser usada em um único ano. O cálculo considerou emissões de gases-estufa, uso de recursos e impactos sobre a saúde. "A natural é a melhor", afirmou Jean-Sebastien Trudel, fundador da empresa.

Kim Jones, que na semana passada buscava um modelo artificial em Nova York, estava segura de que fazia um favor ao planeta ao comprar por US$ 200 um pinheiro falso fabricado na China. "Vou usar este modelo por dez anos, o que significa que dez pinheiros reais deixarão de ser cortados." Mas o estudo indica que as emissões anuais de carbono ligadas ao uso de uma árvore real por ano corresponderam a um terço das geradas por uma árvore artificial usada por seis anos, sua vida útil típica.

A Ellipsos estudou o mercado de árvores de Natal de Montreal. Trudel disse que os resultados devem variar em outras cidades e regiões.

Mas cientistas endossam o estudo. "Muitos acham que um modelo artificial é melhor para preservar uma árvore. Mas se trata de uma árvore cultivada para esse propósito", disse Clint Springer, professor de biologia da Universidade de Saint Joseph, na Filadélfia. Cerca de 400 milhões de árvores são cultivadas nas fazendas de pinheiros natalinos nos EUA e 30 milhões devem ser vendidas neste fim de ano. As artificiais devem ultrapassar a marca dos 50 milhões.

As árvores vivas geram oxigênio, absorvem carbono e são hábitat de animais. Após as festas, elas continuam a ter um propósito. Em Nova York, a prefeitura as recicla. Em 2009, quase 150 mil árvores se tornaram composto ou adubo na cidade. As artificiais em geral não podem ser recicladas e acabam em aterros. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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