Piratas somalis libertam navios de Alemanha e Malásia

Piratas somalis libertaram na segunda-feira um barco alemão capturado em abril, depois de receberem um resgate, e um rebocador de propriedade malaia também foi liberado depois de passar mais de sete meses sequestrado.

ABDI SHEIKH E ABDI GULED, REUTERS

03 Agosto 2009 | 18h54

O cargueiro Hansa Stavanger, de bandeira alemã, foi capturado a cerca de 650 quilômetros da costa somali, em 4 de abril, com 14 filipinos, 5 alemães, 3 russos e 2 ucranianos a bordo.

"Estamos agora na cidade de Haradheere. Deixamos o barco depois de pegarmos o dinheiro", disse à Reuters por telefone o pirata Hassan, falando da cidade que serve de refúgio para os piratas. "Acredito (que o barco alemão) foi embora."

Na segunda-feira, os piratas disseram ter recebido 2,7 milhões de dólares pela libertação do navio de 20 mil toneladas, de propriedade da empresa Leonardt & Blumberg, de Hamburgo.

"Foi com grande alívio que eu soube que a tripulação do Hansa Stavanger foi libertada", disse o ministro alemão de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, em nota. "Meus agradecimentos a todos os que trabalharam incansavelmente para chegar a tal solução."

A Força Naval da União Europeia que patrulha as perigosas rotas comerciais próximas à Somália disse estar escoltando o Hansa Stavanger.

Os piratas somalis já ganharam milhões de dólares nos últimos anos com o sequestro de embarcações que viajam entre Ásia e Europa. Nem mesmo a intensa presença militar internacional na região conseguiu conter os ataques, mas ultimamente o mau tempo vinha desestimulado a pirataria. Na última semana, porém, a temporada das monsões deu uma trégua, gerando uma nova onda de ataques.

Andrew Mwangura, da Associação de Navegadores da África Oriental, disse que os piratas liberaram no domingo o rebocador Masindra 7, de propriedade malaia, e seus 11 tripulantes indonésios, também depois do pagamento de um resgate de valor não revelado.

A embarcação rebocava uma barcaça do Iêmen para a Malásia quando foi capturado, na costa iemenita, em 16 de dezembro. "A tripulação está sã e salva", disse Mwangura.

Um porta-voz da força naval europeia disse que uma embarcação alemã está escoltando o rebocador na direção das Maldivas.

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