Piso de calçadões do centro de SP deve ser substituído

Chamado 'mosaico português' será trocado por tipo mais resistente, que não exige manutenção constante

AE, Agência Estado

08 de dezembro de 2008 | 08h51

Os 20 calçadões do centro de São Paulo devem ser reformados, após 30 anos de construídos. A proposta é substituir o mosaico português - uma característica que dá a cara para essa região. Porém, é um dos fatores que provocam mais reclamação dos pedestres. O Vale do Anhangabaú não entraria nessa reforma. De acordo com o subprefeito da Sé, Amauri Pastorello, a idéia é substituir o mosaico por um tipo de piso que cause menos transtorno e que não necessite de reparos constantes, muitas vezes sem efeito. "Gastamos cerca de R$ 1,5 milhão por ano e não conseguimos manter os calçadões", afirma, referindo-se aos reparos quase diários, mas que ele considera ineficazes. Além disso, é um calçamento considerado frágil para suportar o peso dos veículos que têm autorização para circular pela região - carros-forte, caminhões de coleta de lixo e os próprios veículos que transportam material e funcionários para os reparos nos calçadões.Quarenta e quatro homens se dividem em duas equipes para fazer a manutenção diária dos calçadões dos chamados centro velho e novo - os trabalhos custam aos cofres municipais R$ 125 mil por mês, segundo Pastorello. Pesquisa da Associação Viva o Centro, em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Belas Artes, divulgada no mês passado, apontou que os buracos são a maior reclamação dos pedestres com relação aos calçadões.

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