Pista de Cumbica fecha por até 70 dias, diz Gaudenzi

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, disse hoje que as obras na pista maior do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, começarão pelo "miolo", na próxima semana, o que levará a uma paralisação das operações nessa pista por um período de 50 a 70 dias. "A idéia de fazer as obras agora pelo miolo da pista é para evitarmos chegar nesse pedaço da pista no final do ano, quando aumentam muito os vôos, em razão das férias. E além disso, antecipar essas obras antes das chuvas", afirmou Gaudenzi.Segundo Gaudenzi, outra obra prioritária para a Infraero é a conclusão da colocação de grooving (ranhura) na pista principal de Congonhas, trabalho que deverá estar concluído até 7 de setembro. "Aumentamos em três horas os trabalhos diários dessa pista para entregar tudo no início de setembro", disse. Ele disse que foi discutido ontem, em reunião no Palácio do Planalto, com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a possibilidade de antecipação dos recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a recuperação de aeroportos. A ministra pediu estudos preliminares para dar uma resposta. O presidente da Infraero destacou como prioridades colocadas pela ministra, além de Congonhas e Guarulhos, projetos para a recuperação de aeroportos ligados à Força Aérea Brasileira, que poderiam ser usados em momentos de emergência. Outro destaque, segundo Gaudenzi, é o projeto para realocação do aeroporto de Ilhéus, na Bahia. Gaudenzi afirmou que esse é um dos três aeroportos mais perigosos do País e está localizado numa área de "enorme potencial turístico". Ele definiu o aeroporto de Ilhéus como "praticamente um porta aviões" porque fica localizado entre o rio e o mar, com poucas possibilidades de ser ampliado.

ISABEL SOBRAL, Agencia Estado

17 de agosto de 2007 | 12h51

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