Planalto desconhece carta da ONU

Assessor presidencial afirma que não sabe de nada

Leonencio Nossa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

15 Dezembro 2009 | 00h00

Mesmo cobrado, o Palácio do Planalto manteve o silêncio sobre a censura imposta ao jornal O Estado de S.Paulo pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF). Ontem, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quis comentar a carta do relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para a defesa da liberdade de expressão, Frank La Rue, pedindo explicações sobre a mordaça imposta ao jornal.

Ao deixar na tarde de ontem o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência, o assessor Marco Aurélio Garcia disse que não estava sabendo da carta de La Rue e não podia comentar um assunto que não é do Executivo. "Trata-se de um tema do Judiciário", limitou-se a dizer.

Procurado pelo Estado para comentar a carta do relator da ONU, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, não respondeu ao telefonema.

Desde que a censura foi imposta ao jornal, no dia 31 de julho último, o presidente Lula e sua equipe não fizeram comentários sobre a mordaça no jornal.

MANIFESTAÇÕES

Em outubro, o gabinete de Lula já tinha recebido cartas da Associação Mundial de Jornais (WAN) e do Fórum Mundial de Editores (WEF) pedindo ao presidente para fazer o que estivesse ao seu "alcance" para garantir a liberdade de expressão.

Assessores do governo apenas disseram que o presidente Lula não se manifestaria numa questão que era apenas do Judiciário.

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