Planeta

Mercados de Itu irão reduzir uso de sacolas plásticas

, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 00h00

Um acordo assinado ontem entre o Ministério Público Estadual e as redes de supermercados com lojas em Itu, a 98 km de São Paulo, deve reduzir em 50%, num prazo de dois anos, o consumo de sacolas plásticas no município.

O promotor de Justiça e do Meio Ambiente, Amauri Arfelli, acredita que, se o compromisso for cumprido, cerca de 60 milhões de sacolas plásticas deixarão de ir para o lixo todo ano na cidade. De acordo com a prefeitura, o plástico das sacolinhas é uma das principais causas do entupimento das redes pluviais e de esgoto, responsáveis por inundações na área urbana. O acordo fixa como metas uma redução de 30% no consumo em 12 meses e de 50% em 24 meses. A forma de atingir esses objetivos fica a critério de cada estabelecimento.

A loja do grupo Pão de Açúcar na cidade passou a oferecer caixas de papelão e sacolas retornáveis para o consumidor acomodar as compras.

Pequenos supermercados criaram um sistema de bônus para os não usuários de sacolas plásticas, que podem ser trocados por mercadorias. Hoje e amanhã, por exemplo, nenhum estabelecimento usará sacolas plásticas. Alunos da rede municipal estarão nas lojas para ajudar o consumidor a acomodar as compras em caixas de papelão ou sacolas retornáveis.

BALEIAS

Austrália busca Justiça contra caça do Japão

A Austrália afirmou ontem que vai desafiar a caça de baleias do Japão na Antártida por meio do Tribunal Internacional de Justiça. O Japão faz a chamada "caça científica" de baleias - mata o animal para fazer pesquisa e vende a carne no mercado interno. Japão, Noruega e Islândia matam cerca de 2 mil baleias por ano e argumentam que muitas espécies são abundantes.

Para o governo da Austrália, que decretou os mares do sul um santuário de baleias, o Japão viola as obrigações internacionais. Porém, recusou-se a liberar detalhes de como defenderá a sua causa perante o tribunal de Haia. Enquanto isso, a Comissão Baleeira propôs um plano que permitiria a caça, sem especificar se é para fins comerciais ou outros, mas sob um rígido sistema de cotas, que são mais baixas que o número atual de baleias caçadas por esses países.

CANADÁ

Focas serão mortas para proteger bacalhau

Autoridades canadenses devem matar 220 mil focas cinzas ou esterilizar 16 mil fêmeas do animal em cinco anos na Ilha Sable para proteger o bacalhau.

O Ministério da Pesca e Oceanos do Canadá afirma que 300 mil focas cinzas vivem na região e dizimaram as populações de bacalhau. O argumento não convenceu o ambientalista Mark Butler, do Centro de Ação Ecológica de Halifax. Para ele, essa não é uma solução de longo prazo. "Se começarmos a matar as focas, deveremos continuar durante séculos, porque a pesca acabou com seus predadores naturais, como os tubarões. É um círculo vicioso", disse.

TRÁFICO

Urso é vendido no Iraque por US$ 5 mil

Sem se preocupar com fotos, homem vende urso em Bagdá. / AFRA BALAZINA, ANDREA VIALLI e JOSÉ MARIA TOMAZELA

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