, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2010 | 00h00

George Moraes, VICE-PRESIDENTE DO INSTITUTO OI FUTURO

"Ideia é valorizar heróis anônimos que trabalhem com ambiente"

O Instituto Oi Futuro, ligado à empresa de telefonia Oi, lança hoje o seu primeiro edital para financiamento de projetos na área de meio ambiente. O vice-presidente do instituto, George Moraes, dá mais detalhes.

Qual o perfil de projetos de meio ambiente que vocês pretendem financiar?

Buscamos projetos de entidades sem fins lucrativos, como ONGs e grupos de pesquisadores. A ideia é valorizar os heróis anônimos em todo o País que trabalham com meio ambiente e que tenham engajamento social. Também buscamos projetos com foco em educação para a sustentabilidade. Queremos esse casamento entre ambiental, social e educacional.

Quanto será investido?

A estimativa será investir entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões. Para essa primeira etapa, a expectativa é recebermos 500 inscrições. Não temos um número exato de projetos a ser escolhidos. Vai depender da qualidade e da abrangência dos projetos.

Como está definido o cronograma para as inscrições?

As inscrições podem ser feitas a partir de hoje no site oifuturo.org.br/meioambiente2010. A previsão é de que os projetos sejam escolhidos dentro de um prazo de 70 dias. Os vencedores serão anunciados em fevereiro de 2011.

BIODIVERSIDADE

Nova espécie de lêmur é achada em Madagáscar

Uma espécie de lêmur-forquilha-coroado potencialmente nova para a ciência foi descoberta nas florestas de Madagáscar. O anúncio foi feito ontem pela ONG Conservação Internacional (CI) e pela Unidade de História Natural que faz parte do grupo de comunicação britânico BBC. A espécie encontrada é do gênero Phaner. Russell Mittermeier, presidente da CI e especialista em primatas, avistou o animal pela primeira vez em 1995 durante uma expedição a Daraina, uma área protegida no nordeste de Madagascar. Apesar de ter 90% da vegetação nativa suprimidos, a ilha de Madagáscar é um dos pontos de maior biodiversidade do mundo.

PUBLICAÇÃO

América Latina tem atlas ambiental da ONU

As Nações Unidas lançaram ontem, no Panamá, o primeiro atlas sobre meio ambiente referente à América Latina e Caribe. A publicação reúne mais de 200 fotografias de satélites que registram as mudanças e problemas ambientais que estão ocorrendo na região. Silvia Giada, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, afirmou que o atlas traz imagens via satélite de uma mesma área em diferentes momentos, o que permite a visualização das alterações no ambiente ao longo dos anos. "O processo de desmatamento, o crescimento das populações e o derretimento das geleiras são algumas das mudanças pelas quais a região está passando", diz Silvia.

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