Planeta

Caça high-tech é uma ameaça a rinocerontes da África

, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2010 | 00h00

O ano de 2010 foi desastroso para a conservação de rinocerontes. Há uma demanda crescente no mercado negro pelo chifre do animal - usado na medicina tradicional asiática e considerado afrodisíaco. A África do Sul perdeu neste ano quase um rinoceronte por dia - foram 316 mortes no total, enquanto em 2009 foram 122.

Com o pó do chifre valendo mais que ouro, a lucrativa caça ilegal do animal na África do Sul utiliza alta tecnologia para ser bem sucedida. Joseph Okori, coordenador africano de rinocerontes na ONG WWF, conta que "sindicatos bem organizados do crime" utilizam helicópteros, equipamentos de visão noturna, tranquilizantes veterinários e silenciadores para caçar suas presas durante a noite. "Eles operam de forma muito high-tech. Isso não é algo normal na caça", afirma.

O país é lar de mais de 70% dos rinocerontes do mundo. Ambientalistas estimam que existam cerca de 25 mil rinocerontes, com suas espécies ameaçadas de extinção - os de Java e Sumatra estão classificados como criticamente ameaçados e o Indiano está vulnerável.

PROTEÇÃO

Monumento da Pedra do Baú é oficializado

O governador Alberto Goldman assinou ontem o decreto de criação do Monumento Natural da Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí. A área de 3.154 hectares será administrada pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (FF), vinculada à Secretaria do Meio Ambiente. Foram três anos de processo, discussão pública, estudos e análises. O Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú deverá proteger a biodiversidade, os recursos hídricos e a paisagem local, por seu significado como marco cultural e histórico, sua relevância geológica. O local também deverá ter infraestrutura para visitação turística e uso esportivo do complexo rochoso.

POLUIÇÃO

Nuvem de fuligem invade casas no Rio

Moradores de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, ficaram assustados este fim de semana com uma nuvem de fuligem ejetada da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), que invadiu as casas da região. A Secretaria Estadual do Ambiente fixou prazo de 30 dias para que a empresa resolva o problema da poluição do ar no local e informou que a CSA poderá ser multada por não ter informado o Inea (Instituto Estadual do Ambiente) sobre o problema. "Trata-se de uma situação gravíssima. Em primeiro lugar, o episódio é uma reincidência, pois um incidente semelhante aconteceu em agosto", afirmou a secretária do Ambiente, Marilene Ramos. A empresa afirma que o problema foi corrigido.

BALEIAS

Marinha ameaça orcas, diz ONG

Conservacionistas estão preocupados com a segurança de baleias-orca porque a marinha americana quer expandir suas operações na costa entre o Estado de Washington e o norte da Califórnia. "As orcas são muito suscetíveis, é uma questão secundária para a marinha", diz Howard Garrett, da Orca Network. O governo diz que não há permissão para matar mamíferos marinhos. / AFRA BALAZINA, COM AGÊNCIAS.

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