Planeta

Cientistas modificam genes de frangos para evitar gripe aviária

, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2011 | 00h00

Uma equipe de cientistas britânicos realizou mudanças genéticas em frangos para impedir o contágio com o vírus da gripe aviária, uma das maiores ameaças à produção avícola mundial, segundo a revista Science.

John Lyall e seus colegas no Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, realizaram experimentos produzindo frangos geneticamente modificados que ainda não estão disponíveis para consumo.

Os pesquisadores manipularam os genes desses animais de modo que suas células produzam um "chamariz" que imita um elemento da gripe aviária. Quando os cientistas infectam as aves com a gripe aviária, elas ficam doentes, mas não contaminam outras.

A epidemia da gripe aviária teve uma grande propagação no final da década de 1990, por meio do vírus H5N1, que é altamente infeccioso e demonstrou uma grande habilidade para sofrer mutações.

O vírus contagiou milhões de aves domésticas em dois terços do planeta e também sofreu mutações e infectou pessoas em países da Ásia e da Europa.

CLIMA

2010 empata com 2005 como ano mais quente

O ano de 2010 empatou com 2005 como o mais quente desde o início das medições, em 1880, encerrando uma década de temperaturas excepcionalmente altas por causa das emissões humanas de gases do efeito estufa. A temperatura da superfície terrestre no ano passado foi 0,62 grau Celsius superior à média do século 20, segundo o relatório divulgado pelo Centro Nacional de Dados Climáticos (NCDC), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA. "Os resultados mostram que o clima continua a demonstrar influência dos gases do efeito estufa. É evidência do aquecimento", disse David Easterling, chefe da divisão de serviços científicos do NCDC.

DESASTRE AMBIENTAL

Mais de 30 mil peixes morrem na Colômbia

Autoridades da Colômbia investigam a morte de mais de 30 mil trutas em uma fazenda de piscicultura na cidade de Socotá, no norte do país. A criação fica próxima a uma área de mineração. A dona da criação de peixes, Imeda Uvabán, denunciou à imprensa local que os peixes morreram em consequência da contaminação das águas do Rio Comeza. Uyabán classificou o acidente como "inaceitável", pois a água do rio é usada para consumo humano. O prefeito de Socotá, William Correa, afirmou que as causas do desastre estão sendo investigadas e não é possível ainda apontar um culpado. / ANDREA VIALLI, com EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.