Planeta

Economia verde requer US$ 1,3 tri ao ano, diz ONU

, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2011 | 00h00

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) anunciou ontem que serão necessários US$ 1,3 trilhão por ano para transformar a economia mundial em uma economia verde, isto é, com baixos níveis de poluição ambiental e de consumo dos recursos naturais.

A quantia equivale a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global e deveria ser destinada a dez setores estratégicos: energia, transportes, construção e agricultura.

A recomendação faz parte do relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, divulgado ontem pelo Pnuma na abertura do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quênia. Segundo a ONU, a mudança no perfil econômico dos países terá a capacidade de elevar o crescimento da economia global a níveis maiores que os atuais, por meio da criação de empregos.

Segundo o estudo, entre 1% e 2% do PIB global são destinados para subsídios considerados "insustentáveis", como o petróleo. "A aplicação inadequada de capital está no centro dos atuais dilemas do mundo e há medidas rápidas que podem ser tomadas", afirmou Pavan Sukhdev, diretor da iniciativa Economia Verde, ao apresentar as propostas.

NOVA ZELÂNDIA

107 baleias morrem após encalhar

Cento e sete baleias-piloto que encalharam numa praia remota da Nova Zelândia acabaram morrendo - e, dessas, 48 precisaram ser sacrificadas. Os animais foram encontrados numa praia da Ilha Stewart, no sul do país, por dois turistas. Técnicos do departamento de proteção ambiental voaram até o local e encontraram metade do grupo já morto. Com os animais presos na areia e a maré baixando, as chances de sobrevivência das demais era muito pequena até mais resgatadores conseguirem chegar. "Eutanásia é uma decisão difícil, mas é tomada unicamente para o bem-estar do animal envolvido, para evitar o prolongamento do sofrimento", disse Brent Beaven, que liderou a equipe. Encalhes têm sido frequentes no país - no início do mês, 82 baleias encalharam em Golden Bay, mas a maioria sobreviveu.

NÚMERO UM

Vancouver é eleita cidade mais habitável

Vancouver, no Canadá, voltou a encabeçar a lista de cidades mais habitáveis do mundo. Já é o quinto ano que ela consegue a melhor pontuação no ranking. Em segundo lugar ficou Melbourne, na Austrália. A lista é feita anualmente pela Economist Intelligence Unit. A sede dos Jogos Olímpicos de Inverno 2010 conseguiu atingir 98% numa combinação de 30 fatores: meio ambiente, cuidado sanitário, cultura, educação e infraestrutura. As cidades medianas e com baixa densidade de países desenvolvidos tendem a ter as mais altas pontuações. Harare (Zimbábue) ficou na última posição.

AMAZÔNIA

Líderes indígenas denunciam usinas

Uma missão composta por lideranças de comunidades indígenas ameaçadas pelos projetos hidrelétricos de Belo Monte, no Xingu, Complexo Madeira, em Rondônia, e Pakitzapango, no Rio Ene (Peru), percorrerá quatro cidades europeias - Oslo, Genebra, Paris e Londres - para reuniões e atividades com membros de governos, Nações Unidas, empresas, ONGs e imprensa. O objetivo é denunciar os impactos dos projetos de hidrelétricas sobre as comunidades. /AFRA BALAZINA, ANDREA VIALLI e CIRCE BONATELLI, com AGÊNCIAS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.