Planeta

Porto Alegre cria secretaria para cuidar do bem-estar animal

, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2011 | 00h00

A prefeitura de Porto Alegre criará a Secretaria Especial dos Direitos dos Animais (Seda) com o objetivo de estabelecer e executar políticas públicas de proteção, defesa e bem-estar de cavalos, cães, gatos e demais espécies adaptadas ao ambiente urbano.

O projeto foi encaminhado à Câmara de Vereadores na semana passada e tende a ser aprovado. A iniciativa de reunir serviços já existentes, mas dispersos entre várias secretarias, e criar novos sob orientação de uma só pasta foi tomada pelo prefeito José Fortunati (PDT) e pela primeira-dama Regina Becker. O casal está acostumado a abrigar cães e gatos num sítio em Novo Hamburgo, na região metropolitana da capital gaúcha.

Sem estatísticas científicas, a prefeitura usa como referência estimativas feitas por ONGs ambientalistas de que Porto Alegre tem cerca de 500 mil gatos e 300 mil cães vivendo nas ruas. E tem conhecimento dos constantes abandonos de cavalos. Nos últimos 12 meses a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) recolheu 111 desses animais das ruas para tratá-los numa fazenda e encaminhá-los a adoções.

A nova secretaria também deve assumir a tarefa de retirar das ruas os veículos com tração animal até 2016.

VAZAMENTO

Justiça impõe à BP indenização de US$ 1 bi

Para compensar os danos à fauna e à flora ocasionados pelo vazamento de petróleo no Golfo do México (EUA), em 2010, a petrolífera British Petroleum (BP) terá de investir US$ 1 bilhão em projetos ambientais.

A indenização foi anunciada pelo Departamento de Justiça dos EUA um ano após o incêndio e afundamento da plataforma Deepwater Horizon, acidente que deixou 11 mortos e causou o maior desastre ambiental da história dos EUA, com milhares de animais mortos.

Os beneficiários dos fundos da BP usarão o dinheiro para recuperar as zonas úmidas e os mangues costeiros e restaurar as praias danificadas pelo vazamento de petróleo.

PERU

Estudantes criam robô para salvar peixe

Uma equipe de oito estudantes de engenharia da Universidade de San Martín de Porres, no Peru, criou um robô com o objetivo de salvar uma espécie japonesa de peixe ameaçado de extinção. A invenção ganhou o segundo lugar em um concurso de robótica realizado no Japão. O robô, batizado de Naylamp, é ligado a uma plataforma dirigida por controle remoto e terá a missão de estudar o hábitat da espécie da mesma família do dourado. Além disso, o uso de robôs pode ajudar na descontaminação de águas afetadas pela radioatividade, como ocorreu recentemente no Japão. /ANDREA VIALLI e ELDER OGLIARI, com EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.