Planeta

Más notícias e risco de impasse ameaçam conferência do clima

, O Estado de S.Paulo

07 Junho 2011 | 00h00

A costa-riquenha Christiana Figueres, responsável pelas discussões sobre mudanças climáticas na Organização das Nações Unidas (ONU), recordou ontem à comunidade internacional o objetivo de não permitir um aumento maior do que 2°C na temperatura média do planeta. Mas recordou as recentes "más notícias" relacionadas à emissão de gases-estufa.

"Vimos o informe da Agência Internacional de Energia (AIE) que indica que tivemos no ano passado um nível recorde de emissões", disse Christiana, em Bonn, Alemanha. A cidade acolhe, até o dia 17, as reuniões preparatórias para a próxima conferência do clima da ONU que será realizada em Durban, na África do Sul.

"Isso constitui sem dúvida uma má notícia", afirmou. As emissões de CO2 alcançaram um recorde histórico em 2010 nos setores de energia, de transportes e na indústria, superando em 5% o nível histórico anterior, registrado em 2008.

Christiana também sublinhou que se registrou um recorde de concentração de gás carbônico na atmosfera em Mauna Loa (no Havaí), em maio.

"Temos agora cerca de 395 partes por milhão (ppm de carbono no ar)", afirmou.

A ciência estima um nível máximo de 450 ppm para conter o aquecimento abaixo do limite de 2°C. A responsável na ONU pelas ações relacionadas ao clima reconheceu também algumas "notícias boas" recentes como a criação de políticas e tecnologias que emitem menos carbono, tanto no setor público quanto no privado.

Nas duas últimas conferências, em Copenhague e em Cancún, não se chegou a um acordo vinculante para suceder o acordo de Kyoto, que deixará de ter validade no fim de 2012. Prorrogar o acordo, como pedem alguns países emergentes, conta com a oposição de nações como a Rússia e o Japão, ao menos enquanto os Estados Unidos se negarem a também ratificar o acordo. / AFP

CINEMA

Sequências de "Avatar" serão "carbono zero"

O cineasta americano James Cameron anunciou que deseja transformar as duas sequências de Avatar em filmes "carbono zero". Para isso, escolheu o estúdio MBS Media Campus, no sul da Califórnia, que conta com um "agressivo programa de conservação de água", tintas e produtos de limpeza ecologicamente corretos e uma série de iniciativas para promover o uso de transporte menos poluente por seus empregados. Cameron também vai custear a instalação de um painel solar que fornecerá toda a energia necessária para filmar e produzir Avatar 2 e Avatar 3, previstos para estrear em 2014 e 2015 respectivamente. / NYT

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