Planeta

Pinguim sujo de óleo é resgatado em rodovia em Ubatuba (SP)

, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2011 | 00h00

Motoristas que trafegavam pela Rodovia Rio-Santos na manhã de ontem, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, depararam-se com uma situação inusitada. Um pinguim estava no acostamento da via, próximo à divisa com o município de Paraty (RJ). Ele foi levado por membros da Polícia Rodoviária Federal para o Aquário de Ubatuba.

De acordo com o oceanógrafo Hugo Gallo, diretor do aquário, o animal, da espécie pinguim-de-magalhães, chegou à instituição debilitado e apresentando manchas de óleo. "Realizamos o controle da temperatura, por causa da hipotermia, e a alimentação com vitamínicos, já que ele deve ter permanecido muito tempo no mar sem se alimentar."

Com a chegada do inverno, o litoral paulista deverá receber milhares de pinguins provenientes da Patagônia argentina e das Ilhas Malvinas, aproveitando as correntes marinhas em busca de alimentos e de águas mais aquecidas. Somente nesta semana a entidade recebeu sete pinguins, uma média de dois por dia.

Junto com os pinguins é comum virem focas, lobos, leões e elefantes marinhos. A maioria dos pinguins chega ao litoral brasileiro bastante debilitada após uma viagem de milhares de quilômetros. Muitos morrem no meio do caminho. "Durante a autópsia, encontramos saco plástico no estômago de 90% dos pinguins ou outro tipo de lixo jogado no mar."

Ao contrário do que muitos banhistas pensam, ao se deparar com um pinguim ele não deve ser colocado em caixas de isopor ou baldes com gelo. "Ele deve ser depositado em uma caixa de papelão com jornal e aquecido", diz Gallo. Ao encontrar algum animal marinho, o banhista deve acionar a Polícia Ambiental ou o Aquário de Ubatuba.

AQUECIMENTO GLOBAL

Redução de nuclear deve aumentar emissões

A redução pela metade da expansão da energia nuclear após o desastre de Fukushima, no Japão, aumentará as emissões globais de dióxido de carbono em 30% até 2035, alertou a Agência Internacional de Energia (AIE). Em 2010, os governos concordaram em limitar o aquecimento para menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais, mas o mundo deverá superar esse nível de emissão de carbono, segundo a AIE. Uma redução do crescimento da energia nuclear tornaria a tarefa ainda mais difícil, disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE. "A perspectiva desanimadora para a energia nuclear tornará a meta de 2 °C muito difícil de ser alcançada." / REGINALDO PUPO, AFRA BALAZINA e ANDREA VIALLI

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