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Após reunião da ONU, futuro do Protocolo de Kyoto é incerto

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18 Junho 2011 | 00h32

Cerca de 180 países reunidos em Bonn, na Alemanha, fizeram poucos avanços após duas semanas de negociação na área de clima e não conseguiram resolver o impasse sobre o futuro do Protocolo de Kyoto. O primeiro período de compromisso do acordo com metas de corte de emissões de gases-estufa termina em 2012 e não há definição sobre sua continuação ou sobre como substituí-lo depois disso.

Kyoto corre risco de morte depois que Japão, Rússia e Canadá disseram que não assinarão um segundo período. Eles querem um novo acordo, que inclua outros grandes emissores, como Estados Unidos e China, que não têm obrigações em Kyoto.

Os países em desenvolvimento, porém, não aceitam o fim de Kyoto. De acordo com eles, o protocolo é o único instrumento com valor jurídico ("legalmente vinculante") para lidar com a questão das emissões de maneira eficaz. Essas nações tentaram convencer a União Europeia (UE), atualmente a maior apoiadora de Kyoto, a liderar a extensão do protocolo, em conjunto com Nova Zelândia, Noruega e Islândia.

Mas Connie Hedeggard, comissária de clima do bloco europeu, afirmou que a UE representa hoje apenas 11% das emissões globais de gases-estufa. "Para as negociações realmente avançarem, os outros 89% devem se engajar mais."

Para Christiana Figueres, chefe de clima da ONU, "resolver a questão do futuro do Protocolo de Kyoto é uma tarefa essencial neste ano". Segundo ela, os negociadores estão "criativamente e construtivamente explorando todas as opções". Deve haver uma nova reunião em setembro deste ano - em local a ser divulgado -, e a última será em dezembro, em Durban, na África do Sul.

DESCARTE CORRETO

HC da Unicamp recolhe chapas de raio X

O Hospital de Clínicas da Unicamp lançou uma campanha permanente de coleta de filmes de raio X. A expectativa é recolher nos próximos seis meses mais de 2 toneladas de filmes, que serão destinados a uma empresa especializada em recuperação de prata, um dos componentes do raio X. Segundo Rosemary Juliano, coordenadora da campanha, as chapas de raio X contêm metanol, amônia e metais pesados como cromo e prata, que contaminam o solo e os lençóis freáticos quando descartados de forma indevida no lixo doméstico. Quatro pontos de coleta foram colocados nas entradas do hospital, onde são realizados por ano mais de 100 mil exames de raio X. / AFRA BALAZINA, com REUTERS

Em defesa do Ártico

O diretor executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, antes de escalar a plataforma de petróleo da Cairn Energy no Oceano Ártico (Groenlândia); ele foi detido após protestar contra a exploração de óleo.

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