Richard Gill/Reuters
Richard Gill/Reuters

Planeta

Pinguim que se perdeu não voltará à Antártida

, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2011 | 00h00

Um pinguim-imperador da Antártida errou o caminho e apareceu em uma praia na Nova Zelândia. Foi a primeira vez em 44 anos que um animal da espécie foi visto no país. Segundo pesquisadores, o animal teria feito uma travessia de 3,2 mil quilômetros.

O pinguim, que foi encontrado na costa de Kapiti, na Ilha Norte, tem cerca de 10 meses de idade. Ele foi encontrado na segunda-feira por uma moradora da região ao norte da capital, Wellington, que passeava com seu cachorro pela praia de Peka Peka.

No entanto, autoridades neozelandesas disseram ontem que não levarão a ave de volta para a Antártida. A viagem poderia propagar infecções entre outros pinguins, explicou Peter Simpson, funcionário do Departamento de Conservação da Nova Zelândia. Além disso, há problemas de logística, pois nessa época do ano é noite quase 24 horas por dia na Antártida.

"Vamos deixar que a natureza siga seu curso. O pinguim chegou até aqui de forma natural, que mal há nisso?", disse Simpson. Ele alerta que a ave está enfraquecida em razão da longa viagem, mas ainda goza de boas condições de saúde. Segundo o funcionário, o caso desencadeou pedidos do mundo inteiro para que a Nova Zelândia faça algo para salvar o pinguim.

"Vamos esperar que o pinguim encontre o caminho de volta", disse. Segundo Simpson, a ave recebeu comida e não terá necessidade de se alimentar por várias semanas.

Os pinguins-imperadores (Aptenodytes forsteri) são os maiores animais da espécie e podem chegar a mais de 1 metro de altura quando adultos. No inverno, os machos ficam na Antártida e as fêmeas, após botar um único ovo, migram para passar a temporada fria no mar.

TRÁFICO

270 aves podem ser sacrificadas em Manaus

Cerca de 270 aves da Venezuela, apreendidas pela Polícia Federal no Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, podem ser sacrificadas se não for encontrado um criadouro no País disposto a abrigá-las provisoriamente e se não houver ajuda do governo venezuelano para repatriá-las. São pintassilgos, bicudos, rouxinóis e, na grande maioria (cerca de 80%), canários. O Ibama diz que não há verba para mandá-las de volta. Segundo o delegado da Polícia Federal Carlos André Gastão, duas das quatro espécies encontradas só existem na Venezuela e não se adaptariam ao clima do Brasil. Segundo o Ibama, as aves estão em uma gaiola "não ideal", com outros pássaros, na sede do Ibama em Manaus.

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