Planeta

Gelo marinho bate recorde de derretimento no Ártico

, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2011 | 00h00

A capa de gelo que cobre o Oceano Glacial Ártico registrou neste ano um novo e preocupante recorde de derretimento, ao se reduzir a uma superfície de 4,24 milhões de quilômetros quadrados.

Um porta-voz do Instituto de Física Ambiental da Universidade de Bremen, na Alemanha, anunciou hoje que o recorde ultrapassou a marca anterior, de 2007, quando a superfície de gelo chegou a 4,26 milhões de quilômetros quadrados. "A superfície do gelo no verão caiu, desde 1972, em 50%", disse o pesquisador Georg Heygster. Ele atribuiu o descongelamento às mudanças climáticas.

O cientista alemão confirmou que tanto a rota marítima a nordeste, próxima à costa da Rússia, quanto a rota a noroeste, que faz limite com o Canadá, ficaram abertas como consequência do descongelamento.

O mais recente boletim do Centro de Nacional de Neve e Gelo dos Estados Unidos, divulgado na terça-feira, dizia que o recorde estava para ser quebrado.

JAPÃO

Radiação no mar é o triplo da estimada

O material radioativo despejado no mar pela crise nuclear de Fukushima é mais de três vezes a quantidade estimada pela operadora da usina, a Tepco. Segundo a Agência de Energia Atômica do Japão, a diferença ocorreu porque sua equipe, diferentemente da empresa, mediu o material radioativo transportado pelo ar que caiu no oceano, além do material na água contaminada que vazou da usina. / AFRA BALAZINA e KARINA NINNI, com AGÊNCIAS

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