Plano de enfrentamento a crack tem execução de 2%

Previsto no Mais Saúde, o Plano Integrado de Enfrentamento de Crack e outras drogas teve uma execução de apenas 2% do programado. Quando o Mais Saúde foi lançado, em 2008, a expectativa era investir o equivalente a R$ 99,9 milhões até 2011 em ações na área, dos quais R$ 90,23 até o fim de 2010. Foram gastos R$ 1,9 milhões até agora.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

16 de dezembro de 2010 | 20h01

Ao ser questionado, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não explicou as razões da baixa execução. E classificou como "romântica" a ideia de se basear o combate ao problema com ações apenas na área de saúde. "É preciso combater o tráfico", disse. Ele justificou ainda que ações foram desenvolvidas, como criação de vagas para tratamento de pacientes e consultórios de rua.

Uma espécie de PAC da área, o Mais Saúde prevê uma série de metas para serem alcançadas até 2011. Hoje, Temporão apresentou um balanço da execução do programa. Ele admitiu três derrotas no período: a não aprovação do projeto de criação da Fundação Estatal de Direito Privado, o fim da CPMF e a demora no Congresso da aprovação do projeto de ambientes livres de fumo.

Além do crack, outras ações programadas tiveram uma baixa execução, como a distribuição de óculos para alunos da rede pública. A previsão era de fornecer entre 2008 e 2011 688.650 óculos, dos quais 567.540 até o fim de 2010. No período, porém, foram repassados 24.444, o equivalente a 4% do estimado.

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