Plano de saúde paga 19% da divida com o SUS

No 3º andar do prédio onde funciona a Gerência-Geral de Integração com o Sistema Único de Saúde (SUS), da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no centro do Rio, acumula-se uma parte de 16 milhões de folhas-ofício que juntas correspondem a 1.500 árvores. Essa papelada refere-se às cobranças da ANS aos planos de saúde suplementar pelo ressarcimento de 460 mil internações hospitalares, desde 2000, dos seus associados em hospitais conveniados ao SUS. Do total cobrado, apenas R$ 87,9 milhões, isto é 18,62%, foram efetivamente pagos. A agência ainda tem outras 273 mil autorizações de internação hospitalar (AIHs), de abril de 2006 a dezembro de 2007, por examinar. Em oito anos, as cobranças totalizaram R$ 472 milhões, valor suficiente para cobrir os gastos que o governo federal previa ter no ano passado com medicamentos biotecnológicos (produzidos com alta tecnologia). Com os R$ 8,7 milhões parcelados, os ressarcimentos significarão 20,68% dos gastos hospitalares no atendimento a uma parte dos 48,2 milhões de brasileiros com planos de saúde. O processo de cobrança é considerado ultrapassado e cartorial, permitindo recursos utilizados pelas operadoras dos planos ?para postergar o pagamento?, como admite o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, José Leôncio Feitosa. Ele apresentará na próxima quarta-feira na Comissão de Fiscalização da Câmara o novo processo de cobrança com o qual a ANS quer ?acabar com a orgia de instâncias e criar credibilidade com o mercado, para que ele reconheça o que deve ou não?. Operadoras e entidades ligadas às empresas contestam o ressarcimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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