Plano popular dá acesso à internet por R$ 7,50 por mês

Proposta dá direito a 10 horas de internet mensais por conexão telefônica

Gerusa Marques,

03 Agosto 2007 | 20h59

As concessionárias de telefonia fixa começaram a oferecer nesta sexta-feira, em todo o País, um plano popular de acesso à internet que vai custar R$ 7,50 por mês. O plano dará direito a 10 horas mensais de conexão, utilizando a linha do telefone. A medida foi negociada entre governo e operadoras para ampliar o acesso do brasileiro à internet, principalmente entre as camadas mais baixas da população que não têm banda larga e usam o telefone para navegar. Este valor, segundo o Ministério das Comunicações, representa um desconto de 85% na tarifa normal de acesso discado à rede. O plano pode ser usado entre 6 horas da manhã e meia-noite. A idéia é atender às pessoas que precisam se conectar à internet no horário comercial, uma vez que a tarifa de conexão já é bem mais barata de madrugada e nos fins de semana e feriados. A expectativa do Ministério, com este plano, é de que mais de 3 milhões de pessoas passarão a ter acesso à internet. A avaliação é de que os 600 minutos do plano popular, combinados com os horários mais baratos da madrugada e do fim de semana, são suficientes para cobrir o tempo médio mensal que brasileiro gasta na internet via telefone. "Queremos que a internet seja acessível às famílias de todas as faixas de renda", disse o ministro das Comunicações, Hélio Costa, em nota distribuída por sua assessoria de imprensa. O plano popular, segundo o Ministério, estará disponível na Telefônica, Oi (Telemar), Brasil Telecom, CTBC Telecom e Sercontel. O plano foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e só entrou em vigor ontem, esperando as empresas concluírem a implantação da nova forma de cobrança da telefonia local, que é por minutos e não mais por pulsos. A medida foi integrada ao programa do governo federal PC Conectado, que estimula a venda de computadores a preços populares. Os incentivos fiscais do programa, segundo o governo, permitem que computadores de mesas custem cerca de R$ 1,2 mil e laptops R$ 1,8 mil. O Palácio do Planalto, citando números da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), informa que no ano passado foram vendidos no Brasil 8,3 milhões de computadores, o que representou um crescimento de 43% em relação a 2005. A expectativa para 2007 é de que as vendas alcancem 10 milhões de unidades.

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