Planos de saúde ganham 241 mil clientes em SP

Rede privada recebeu 662 novos usuários por dia em 2009, contra 28 no ano anterior

Carolina Dall?Olio e Paulo Darcie, JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2010 | 00h00

Em 2009, 241.576 pessoas se tornaram beneficiárias de planos de saúde individuais no Estado. É como se a rede privada tivesse recebido, por dia, 662 novos clientes. Em 2008, o sistema ganhou apenas 10.344 clientes de planos individuais - o equivalente a 28 por dia.

As operadoras afirmam que o crescimento é reflexo do cenário econômico. No primeiro semestre de 2009, enquanto o Brasil sentia efeitos da crise, muitos foram demitidos e perderam o plano de saúde empresarial. Assim, tiveram de contratar um plano individual. No segundo semestre, com a economia em ascensão, o incremento da renda das famílias permitiu que mais pessoas aderissem ao sistema suplementar.

As contratações devem continuar em ritmo acelerado, desde que os preços não subam muito. "Os novos compradores são, muitas vezes, pessoas que ascenderam à classe C. Esse é nosso público em potencial", diz Arlindo Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).

De acordo com o Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (Iess), a inflação médica acumulada em um ano está em 12% - superior à inflação geral (de 5,26%, pelo IPCA). As operadoras são impedidas de repassar livremente esse aumento para planos já contratados, porque o reajuste é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Mas são livres para cobrar quanto quiserem dos clientes novos. "É natural que as empresas compensem as perdas que têm com os clientes antigos no preço dos planos novos", diz Almeida.

Mas além de encontrar planos mais caros no mercado, o usuário também pode se deparar com uma rede mais cheia. Para Pedro Fazio, consultor especializado em saúde suplementar, o crescimento da demanda em São Paulo, por enquanto, está sendo bem absorvido, pois a estrutura disponível ainda é suficiente.

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