Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Plantio adensado anima produtores de algodão

Primeira safra está em início de colheita. Ciclo é mais curto, com menor custo. Além disso, fibra tem qualidade

Fabíola Gomes, O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2009 | 02h57

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A colheita está no início, mas os produtores de Mato Grosso animam-se com a primeira experiência com o plantio adensado de algodão. Com ciclo de produção mais curto e custo menor, os agricultores esperam recuperar, em até dois anos, a área perdida na safra passada. Dados da Conab mostram que a área plantada com algodão em MT, maior produtor nacional, encolheu 28,5% para 387.400 hectares em 2008/2009.

Pelo adensamento, já utilizado na Argentina e nos EUA, o produtor reduz o espaço entre as fileiras de plantas e diminui gastos com adubação, aplicação de defensivos, combustível e mão de obra, ao usar sementes de ciclo mais curto. Nesta primeira experiência, foram plantados 5 mil hectares em cinco regiões do Estado, com produtividade de 260 arrobas/hectare, mesmo patamar que o algodão convencional.

O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Sérgio De Marco, relata que um dos gargalos do sistema é o gasto maior com sementes, cuja participação nos custos passou de 3% para quase 10%. Ainda assim, ele constatou queda de cerca de US$ 500 nos gastos para cultivar 1 hectare, que recuou para US$ 1.500.

Outro temor dos representantes da cadeia era quanto à qualidade do algodão. Como o Brasil ainda não conta com máquinas adaptadas para este sistema, a pluma poderia trazer resíduos. De Marco diz que a fibra é boa. "Porém, tivemos que investir na importação de máquinas, para colher sem afetar a qualidade da pluma."

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