Plantio adensado de algodão reduz custos

Grupo de 20 produtores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás vai testar a técnica em 8 mil hectares nesta safra

Fabíola Gomes, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2008 | 02h09

Para reduzir o impacto da alta dos custos de produção, um grupo de agricultores dará início a uma série de testes com plantio adensado de algodão. A iniciativa, pioneira no País, envolverá 20 produtores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, que irão destinar 8 mil hectares à técnica de plantio. "A crise, a previsão do USDA de redução de 3% a 5% no consumo e o baixo preço da commodity fizeram o produtor buscar alternativas que melhorem os níveis de produtividade da lavoura", diz o gerente para Desenvolvimento de Mercado da MDM Sementes de Algodão, Anderson Pereira. Os produtores, diz Pereira, querem repetir a experiência do Paraguai, onde a produtividade do algodão adensado atingiu 4 mil quilos/hectare. Além disso, gastos com adubação, combustível e mão-de-obra também diminuem, porque o plantio adensado usa sementes de ciclo mais curto, de 150 a 160 dias, ante os 210 dias da semente convencional. Na técnica, reduz-se o espaço entre as fileiras semeadas de 75 centímetros para 45 centímetros, igual ao espaçamento adotado na soja. Por isso, a técnica pode usar a mesma plantadora usada na soja, explica o pesquisador do Cepea/Esalq-USP, Carlos Ballaminut. Ballaminut observa que, além de escolher cultivares adaptadas, de baixo desenvolvimento vegetativo, é preciso usar reguladores de crescimento. Ele explica que a planta deve crescer em altura, mas não pode formar muitos galhos na lateral, por causa do menor espaço.

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