Plataforma orienta gastos com educação

Com as novas gestões municipais que assumiram neste ano, cerca de 80% dos mais de cinco mil municípios brasileiros terão novos secretários de Educação. Gente que terá pela frente o desafio de trabalhar para que sua cidade cumpra as metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e a quem caberá, para isso, o manejo adequado dos recursos financeiros destinados a esse fim.

Ocimara Balmant, O Estado de S. Paulo

28 de janeiro de 2013 | 02h04

"Muitos secretários não têm noção da burocracia e dos meandros administrativos que terão de lidar até para que a cidade não perca a chance de conseguir verbas para a Educação", afirma Cleuza Repulho, presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação, a Undime.

Para auxiliar nessa tarefa, a Undime, em parceria com outras 12 organizações, como a Fundação Itaú Social e o Instituto Natura, criaram a plataforma Conviva Educação, com lançamento previsto para a quarta-feira. No ambiente virtual www.convivaeducacao.org.br os secretários terão acesso a dados, informações e ferramentas hoje dispersos em fontes diversas.

"Há locais em que o orçamento da educação é maior do que o do próprio município, já que une os recursos do local com os repasses estaduais e os programas federais. Se o secretário ignorar isso, deixa de gastar o que poderia. Quanto mais se qualifica a gestão, mas se justifica o aumento do investimento", afirma Cleuza.

Só na gestão dos recursos vinculados, aqueles destinados a fins específicos como reforma da escola, merenda, transporte, são necessárias mais de dez contas bancárias. A perda de um prazo ou o envio de uma nota sem assinatura no momento da prestação de contas pode causar até o corte dos repasses.

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