PM, advogado e membros do PCC são presos por tráfico

Em operação realizada em São Paulo, Mato Grosso e Rondônia, a Polícia Federal (PF) e o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) prenderam nesta quinta-feira 30 pessoas, entre elas um advogado, um PM, uma guarda municipal e três líderes regionais do Primeiro Comando da Capital (PCC), suspeitas de pertencer a uma quadrilha de traficantes de drogas que agia na região de São José do Rio Preto (SP) e na capital paulista.

CHICO SIQUEIRA, Agência Estado

12 de julho de 2012 | 18h11

Investigado desde janeiro de 2011, o grupo mantinha comparsas dentro de presídios do interior paulista, de onde partiam orientações sobre a compra e distribuição da droga. Um advogado, uma guarda municipal e um PM de Catanduva foram detidos por passar informações de traficantes presos para traficantes do lado de fora dos presídios. O advogado era responsável por informações sobre as atividades do grupo, enquanto a PM e a guarda municipal, antecipavam possíveis blitze que seriam feitas nas cidades da região.

A operação, chamada Gravata, contou com 230 agentes federais, promotores e PMs que cumpriram 80 mandados em cidades do interior de São Paulo, em Cáceres e Cuiabá, no Mato Grosso, e em cidades de Rondônia. Os agentes da PF apreenderam na madrugada desta quinta-feira uma carreta com 10 quilos de cocaína em São José do Rio Preto. Desde o início das investigações, a PF apreendeu mais de 70 quilos da droga.

De acordo com o delegado Gustavo Andrade Carvalho Gomes, o entorpecente era fornecido por um dos núcleos da quadrilha, estabelecidos em cidades do Mato Grosso e de Rondônia, onde também foram presos oito suspeitos. A droga era levada a São José do Rio Preto por caminhões e carros de passeios. Três homens, suspeitos de serem líderes regionais do PCC, também foram presos. Eles seriam responsáveis por receber e distribuir as drogas.

Além da carreta, a PF apreendeu sete veículos de passeio, que seriam usados no transporte de entorpecente e uma quantia de US$ 110 mil e R$ 42 mil em dinheiro. Também foram apreendidas três armas de fogo em poder dos suspeitos. De acordo com a PF, outros núcleos da quadrilha estão sendo investigados, e alguns suspeitos encontram-se foragidos.

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