PM de Minas prevê confrontos em protesto do dia 26

Polícia afirma ter identificado 'organizações criminosas extremistas' infiltradas nas manifestações

MARCELO PORTELA, Agência Estado

23 Junho 2013 | 18h01

BELO HORIZONTE - O comandante da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Márcio Sant''Ana, afirmou neste domingo, 23, que dá "como certo" um confronto violento durante manifestação prevista para ocorrer em Belo Horizonte na quarta-feira, 26, quando a capital sediará jogo da seleção brasileira por uma das semifinais da Copa das Confederações. A previsão de novos embates se deve ao fato de a Polícia Civil mineira ter identificado "organizações criminosas extremistas", inclusive com participação de pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, infiltradas nas manifestações realizadas na cidade.

No sábado, 22, durante a maior passeata já registrada na capital, um grupo de vândalos entrou em confronto com policiais militares que faziam a segurança no entorno do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, e o tumulto iniciado no fim da tarde na Pampulha prosseguiu até o fim da madrugada em diversas regiões da cidade. A confusão deixou um rastro de depredação e saques em lojas, concessionárias de veículos e agências bancárias. Vários radares, semáforos e placas de trânsito também foram destruídos pelos vândalos.

O tumulto deixou ao menos 37 feridos, sendo dez policiais - um deles integrante da Força Nacional de Segurança. Segundo o coronel Sant''Ana, 32 pessoas foram presas durante a confusão. Em meio a confrontos ocorridos no início da semana passada, mais nove suspeitos haviam sido presos e três menores apreendidos. O chefe da Polícia Civil mineira, delegado Cylton Brandão, informou que também já foram identificadas por meio de imagens mais 30 pessoas que participaram dos confrontos.

O coronel Sant''Ana afirmou que, no próximo dia 26, a PM vai fazer alterações na forma de atuar durante a manifestação, mas disse que não pode revelar detalhes "estratégicos" da operação que será montada. Na avaliação do oficial, o último confronto deve reduzir o número de pessoas no protesto - aproximadamente 100 mil pessoas tomaram as ruas da capital no sábado -, mas a PM espera novamente a presença de vândalos infiltrados no ato. "Algumas centenas de pessoas, em meio a milhares, são minoria. É um grupo minoritário, mas significativo", observou.

Desde o último dia 15 foram realizadas seis manifestações em Belo Horizonte, a maioria sem problemas. Os confrontos registrados tiveram início quando manifestantes chegaram ao cordão de isolamento na avenida Abrahão Caram, de acesso ao Mineirão, ao lado do campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Para que chegar até a UFMG? É um ponto crítico", observou Cylton Brandão. "O conselho que dou para as pessoas é a mesma orientação que dou para minhas filhas: se (a manifestação) for pacífica, pode ir", acrescentou o coronel Sant''Ana.

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