PM faz o primeiro balanço do reforço policial em Santos

A Polícia Militar fez nesta quinta-feira o primeiro balanço das operações que marcaram o reforço do policiamento na Baixada Santista, depois dos 18 homicídios registrados na região em um espaço de apenas cinco dias, dentre os quais a execução do sargento Marcelo Fukuhara, na madrugada de domingo, no bairro da Ponta da Praia.

ZULEIDE DE BARROS, Agência Estado

11 de outubro de 2012 | 19h34

A ocorrência acabou trazendo as mais altas autoridades da segurança pública do Estado a Santos, no dia da eleição. Na terça-feira, o governador Geraldo Alckmin anunciava que 5 mil homens da PM iriam para as ruas das regiões metropolitanas de São Paulo e da Baixada a fim de garantir a segurança da população e evitar novos atentados.

Desde quarta-feira, era visível a presença dos policiais da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), em vários municípios. De imediato, acabaram os boatos de "toque de recolher", que eram anunciados na periferia da cidade de Santos, provocando temor na população e fazendo com que muitos dirigentes de escolas pensassem em suspender as aulas dos cursos noturnos. De acordo com a PM, três ocorrências foram registradas no mesmo dia, em Santos e Itanhaém. Um adolescente foi detido no bairro Savoy com uma pistola calibre 7.65, com seis munições intactas. Ele estava acompanhado de dois adultos que foram encaminhados à delegacia e já se encontram à disposição da Justiça. No mesmo município, foi feito um bloqueio na região central da cidade e um homem procurado pela Justiça também foi detido.

Em São Vicente, outro foragido da Justiça foi detido, após a Polícia ser chamada para atender uma ocorrência no Dique do Pompeba, região da Cidade Náutica. O comando da PM na Baixada garante que os bloqueios e abordagens vão continuar para combater a criminalidade e os atentados em série registrados a partir da semana passada na região.

Só no domingo, sete pessoas foram assassinadas, entre elas o sargento Marcelo Fukuhara, de 45 anos, e o segurança José Antonio Alves de Carvalho, de 53, mortos com tiros de fuzil, por volta de meia-noite na Rua Rei Alberto I, no bairro nobre da Ponta da Praia, em frente ao Bufê Viva um Sonho. O policial era responsável pelo policiamento dos morros São Bento, Nova Cintra e Monte Serrat, onde é comum o tráfico de drogas.

Em depoimento emocionado feito à TV Tribuna, a viúva do sargento, Rosana Alves Gonçalves, pediu justiça para o caso. Ela disse que o marido já vinha recebendo ameaças dos marginais. Elogiou a postura profissional de Marcelo e garantiu que o policial não era do tipo que aceitava dinheiro dos criminosos. Sobre a boa situação financeira do casal, Rosana declarou que os bens já eram de sua propriedade, antes do casamento e que conheceu o policial quando ele foi fazer um bico de segurança, no seu bufê.

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