PM suspeito da morte de sindicalista é preso em SP

O policial militar André Gomes foi levado hoje para o Presídio Romão Gomes, em São Paulo, após se apresentar e depor na Polícia Civil de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto. Ele é suspeito de participar do assassinato do sindicalista Wellington Wagner Espagnol, de 49 anos, executado com dois tiros na cabeça na manhã de quarta-feira, na sede da entidade. Gomes negou participação no crime e alegou que seu carro Astra tinha sido furtado.

BRÁS HENRIQUE, Agência Estado

17 de dezembro de 2010 | 15h04

Menos de uma hora antes do assassinato, o PM, de 35 anos, tentou registrar boletim de ocorrência do furto na cidade vizinha de Barrinha, mas não esperou o término do registro. O carro foi encontrado na noite de ontem em Pontal sem sinais de arrombamento: em seu interior estavam cápsulas e a pistola semiautomática 40 mm, particular do agente.

O delegado Targino Donizeti Osório, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Sertãozinho, disse não acreditar em Gomes, que sustentou a versão de que seu Astra tinha sido furtado. A tentativa de registrar o boletim de ocorrência em Barrinha ocorreu às 10h30 de quarta-feira. O crime contra Espagnol, que estava sozinho na sede do Sindicato de Montagens Industriais de Sertãozinho e Região (Sintramus), ocorreu às 11h20.

Da rua, uma testemunha viu o autor dos disparos correndo até o carro. Pelas características físicas que descreveu à polícia, Gomes não atirou em Espagnol, mas estaria na direção do Astra para a fuga. Osório informa que também existem informações sobre o autor do crime, que está sendo procurado. Gomes teve a prisão temporária, por 30 dias, decretada pela Justiça.

O motivo do crime contra o sindicalista ainda é um mistério. Três tiros foram disparados: dois atingiram a cabeça de Espagnol e outro, a parede. Espagnol era tesoureiro do Sintramus e funcionário do Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho. Ele morava em Ribeirão Preto e não tinha sofrido qualquer tipo de ameaça.

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