PM vai avaliar uso de fuzil em manifestação na Alerj

O porta-voz da Polícia Militar do Rio, coronel Frederico Caldas, disse na tarde desta terça-feira que a corporação vai fazer um "estudo de caso" para apurar o emprego de armas letais, como fuzis e pistolas, por policiais militares durante os atos de vandalismo nos arredores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Imagens divulgadas pela imprensa mostram policiais efetuando disparos para o alto. O grupo que invadiu a Alerj, composto por cerca de 300 pessoas, se separou dos 100 mil que percorreram a Avenida Rio Branco pacificamente no trecho entre a Igreja da Candelária e a Cinelândia, na noite de segunda.

MARCELO GOMES, Agência Estado

18 de junho de 2013 | 19h30

Três das 13 pessoas feridas durante a manifestação permanecem no Hospital Souza Aguiar, informou a Secretaria municipal de Saúde. Pelo menos três foram feridas por tiros de armas de fogo. José Mauro Valente de Sá levou um tiro no peito e foi operado. Leandro Zalumbinho da Mata foi atingido por uma bala de borracha na perna e está em observação. E Gleison Silva de Oliveira, que teve fraturas, foi atendido pela ortopedia.

Quatorze PMs, a maioria com escoriações, também ficaram feridos e foram atendidos no Hospital Central da PM.

"Tecnicamente o uso de armamento letal não é adequado em controle de distúrbios. Vamos ver se há conexão entre o policial atirar com o fuzil e seu colega caído, que por pouco não foi linchado. Vamos avaliar em que condições estavam aqueles policiais para usarem o armamento. Temos de considerar todo o ambiente em que o policial estava inserido. O estudo de caso é um procedimento acadêmico adotado pela PM em grandes casos, para aperfeiçoar procedimentos. Não estamos falando em procedimento apuratório".

Questionado se a corporação não ia investigar a conduta dos policiais, o oficial completou: "Estudo de caso não é maneira de encobrir nada. Foi através de um estudo de caso que identificamos dois policiais que furtaram uma mochila durante um assalto a um restaurante. E eles foram expulsos. O objetivo é colocar um holofote na situação e analisá-la. Se houver culpa, (os policiais ) serão responsabilizados.

Policiamento reforçado

Caldas disse ainda que a quantidade de policiais que irá acompanhar a manifestação programada para a próxima quinta-feira (20) será aumentado. "Empregaremos efetivo maior que os 1.200 policiais usados no domingo (no jogo de abertura da Copa das Confederações no Maracanã). O planejamento exato ainda está sendo finalizado".

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