PMDB tenta Moreira Franco para Aviação Civil em reforma de Dilma

À espera dos comandos da presidente Dilma Rousseff para a reforma ministerial, que deve ocorrer este mês, os peemedebistas se movimentam para tentar emplacar a transferência do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, para a Secretaria de Aviação Civil, ocupada pelo técnico Wagner Bittencourt.

JEFERSON RIBEIRO, Reuters

09 de março de 2013 | 11h34

A troca, segundo duas fontes do partido, que pediram para não ter seu nome revelado, atenderia a uma ala peemedebista, liderada pelo ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, que estaria descontente com os espaços ocupados pelo partido no primeiro escalão do governo.

Moreira Franco já declarou que seu ministério só pode oferecer "seminários" e isso não "elege nem vereador", deixando clara a insatisfação do partido.

Se a mudança proposta pelo PMDB for aceita por Dilma, o principal prejudicado seria o PSD, que deve se integrar oficialmente à base aliada do governo no Congresso, e teria recebido a promessa da presidente de assumir dois ministérios após a reforma: Aviação Civil e a recém-criada Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Segundo uma das fontes, o desejo de Moreira Franco já é do conhecimento do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado da PMDB, e da presidente Dilma.

Outra mudança que está no horizonte do partido é a saída do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, por motivos de saúde. Caso Mendes Ribeiro queira continuar no governo, poderia ser transferido para a Secretaria de Assuntos Estratégicos, num dos cenários analisados pelo partido.

Se ele deixar o governo e o ministério da Agricultura continuar sob o comando do PMDB, o provável indicado seria o presidente do partido em Minas Gerais, deputado Antônio Andrade.

Mas se a presidente decidir dar ao PMDB o comando do Ministério dos Transportes, o escolhido pode ser outro mineiro, o deputado Leonardo Quintão, que abriu mão da candidatura à prefeitura de Belo Horizonte no ano passado para apoiar o petista Patrus Ananias.

Nesse caso, Dilma desalojaria o PR dos Transportes, uma vez que o ministro Paulo Sérgio Passos não tem o apoio do partido apesar de ser filiado. A mudança atenderia, no entanto, a reivindicações do PMDB, maior partido da aliança governista, por mais espaço no primeiro escalão e por uma pasta que permita atuar com políticas públicas em Estados e municípios.

Atualmente, o PMDB comanda cinco ministérios: Minas e Energia, Agricultura, Assuntos Estratégicos, Turismo e Previdência.

Uma das fontes ouvidas pela Reuters disse que as conversas e as definições devem avançar na próxima semana, e a presidente pode anunciar as aguardadas mudanças no primeiro escalão.

Uma dessas mudanças é a saída do ministro do Trabalho, Brizola Neto, do PDT. A saída de Brizola Neto, menos de um ano depois de tomar posse, é uma das reivindicações da cúpula do partido para que a legenda volte a dar apoio ao governo no Congresso.

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