PMs acusados da morte de Amarildo começam a ser julgados

Pedreiro de 43 anos desapareceu na noite de 14 de julho do ano passado, na Favela da Rocinha, zona sul do Rio

MARCELO GOMES, Agência Estado

19 de fevereiro de 2014 | 15h33

RIO - Está marcada para as 14h desta quinta-feira, 20, a primeira audiência de instrução e julgamento dos 25 policiais militares acusados de envolvimento no sumiço do pedreiro Amarildo Dias de Souza, de 43 anos, na Favela da Rocinha, zona sul do Rio. A vítima está desaparecida desde a noite de 14 de julho do ano passado, quando foi levado de sua casa à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade "para averiguação". O corpo de Amarildo jamais foi localizado.

Foram arroladas nove testemunhas de acusação e 20 de defesa. Após os depoimentos de todas as testemunhas, os réus serão interrogados. O processo tramita na 35ª Vara Criminal do Rio.  Do total de 25 PMs denunciados, quatro respondem por tortura seguida de morte. Oito são acusados de omissão - teriam condições de parar a tortura e nada fizeram para cessá-la. Houve ainda 17 denunciados por ocultação de cadáver, quatro por fraude processual e 13 por formação de quadrilha.  Entre os acusados estão o major Edson Santos e o tenente Luiz Medeiros, então comandante e subcomandante da UPP Rocinha à época dos fatos.

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