PMs acusados de espancar professores em Cuiabá são investigados

Professores argentinos foram presos no fim de semana e liberados nesta quarta-feira depois da intervenção da Embaixada Argentina no Brasil

Fátima Lessa, Agência Estado

05 Abril 2012 | 14h39

Cuiabá - A Corregedoria Gerald a PM de Mato Grosso abrirá um procedimento administrativo para apurar denúncias contra dois policiais que teriam espancados dois professores universitários argentinos no último fim de semana, em Cuiabá, no Mato Grosso.

Os professores, os irmãos Luiz Augustin Lujan,26, e Ignácio Luiz Marcelo Lujan, 29 anos, foram presos nunca casa noturna, no sábado, 31 de março, acusados de terem roubado um celular e uma máquina fotográfica da bolsa de uma cliente, irmã de um dos policiais envolvidos no caso. Os policiais não estavam em horário de serviço, segundo confirmou a PM.

Os professores ficaram detidos no Centro de Ressocialização de Cuiabá, antigo presídio do Carumbé, e foram liberados na noite desta quarta-feira,4, depois da intervenção da Embaixada Argentina no Brasil que enviou para Cuiabá o cônsul argentino Gabriel Herrera que exigiu agilidade na liberação dos argentinos através da contratação de uma advogada.

Herrera disse que sua vinda para a Cuiabá aconteceu porque não conseguiu manter contatos por telefone com as autoridades de Mato Grosso. Em entrevista, Herrera disse que houve, no mínimo, falta de postura ética e despreparo dos órgãos de segurança pública. "Em qualquer situação que envolva estrangeiros a primeira coisa é comunicar o fato à embaixada do país do envolvido".

A advogada contratada para acompanhar o caso, Beatriz Viana, disse por telefone, que a acusação de roubo é infundada. "Eles tem uma máquina no valor de R$ 22 mil, a que teria sido roubado custa no máximo R$ 300. Além do mais eles tinham R$ 6,6 mil em dinheiro, possuem cartão de créditos internacional, oito mil euros depositado em uma conta" informou.

Herrera observou que os dois argentinos tem curso superior e foram colocados em cela comum. Ele disse que um dos presos teria perdido três dentes e tido um ouvido estourado conforme exames realizados. "Foram muitos socos no rosto", disse.

Para o representante consular, situações como essas expõem uma completa falta de estrutura para receber turistas principalmente durante o período da Copa 2014.

Africano. Há seis meses, dois militares e um empresário espancaram um estudante universitário nigeriano de 27 anos até a morte. Os três respondem ação judicial na 3ª Vara Criminal da capital por lesão corporal seguida de morte.

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