PMs acusam Hemocentro de AL de boicotar doações

O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar de Alagoas (Assomal), major Wellington Fragoso, disse hoje que o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) boicotou a doação de sangue dos policiais militares que participam de aquartelamento por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. A doação coletiva estava prevista para ocorrer hoje na Praça da Faculdade, como ato simbólico da paralisação de 24 horas dos policiais militares de Alagoas.

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

05 de maio de 2009 | 15h43

Segundo Fragoso, a doação teria sido acertada há semanas com o Hemoal e apenas hoje a categoria foi informada que a unidade móvel não estaria disponível aos militares. A atitude do Hemoal é questionada pelos militares, uma vez que o órgão frequentemente solicita a presença de doadores e teria "dispensado" a doação voluntária dos policiais.

Na falta da unidade móvel, os militares se dirigiram no começo da tarde ao prédio-sede do Hemoal, no bairro do Trapiche, em carros da associação. A diretora do Hemoal, a médica Isaura Alves Pinto, negou boicote aos militares. Segundo ela, o Hemoal é uma entidade pública que tem objetivo de servir à sociedade, mas é preciso que sejam respeitados os trâmites legais. Ela disse que a solicitação para cessão da unidade móvel do Hemoal - que deve ser feita por meio de ofício - teria sido feita por meio de contato telefônico com uma servidora do Hemoal, que também é militar.

A médica destacou ainda, que o processo de coleta externa envolve cerca de 20 profissionais e seria necessária uma logística para liberação da unidade móvel. Além disso, ela alegou estar preocupada com questões de segurança para não liberar a unidade, que poderia expor o veículo e os funcionários a qualquer tipo de perigo. "No entanto, o Hemoal continua de portas abertas aos militares, que são considerados parceiros da instituição", afirmou Isaura Pinto Alves.

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