PMs ladrões devem ir para prisões comuns

A Polícia Militar quer mandar para presídios comuns os integrantes da corporação envolvidos na onda de roubos a caixas eletrônicos. A medida foi anunciada ontem pelo comandante-geral da PM, coronel Alvaro Camilo, e depende da autorização da Justiça Militar. Ele determinou o reforço no patrulhamento na madrugada, com a participação da Força Tática e das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

AE, Agência Estado

03 Junho 2011 | 10h16

Hoje, policiais que cometem crimes comuns são encaminhados ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. Caso seja aprovada pelo Tribunal de Justiça Militar, a regra deve mudar. "São bandidos e merecem o mesmo tratamento que um preso qualquer, em um presídio comum. Seremos implacáveis com os desvios de conduta", afirmou Camilo. Até agora, nove policiais foram presos acusados de encobrir os ataques a caixas.

A constatação de que 80% dos casos de roubo a caixas eletrônicos contam com a participação de policiais militares abriu uma crise na corporação. De acordo com a própria PM, o número de policiais envolvidos nesses crimes pode aumentar com o avanço das investigações. Atualmente, 26 são suspeitos de participação nos crimes. O comando da corporação afirma que se usa a via rápida para a punição de envolvidos em irregularidades e que em até 90 dias pode determinar a punição. Não é necessário o término da investigação civil para isso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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