Pneus precisam ser mais resistentes, dizem chefes de equipe da F1

A Pirelli está sendo cobrada pelas escuderias da Fórmula 1 a produzir compostos mais resistentes, após vários pilotos terem encontrado problemas para terminar o Grande Prêmio da China, no domingo, em consequência do desgaste dos pneus.

ALAN BALDWIN, Reuters

15 de abril de 2013 | 15h09

O australiano Mark Webber largou dos boxes no circuito de Xangai e voltou ao pit após apenas uma volta para se livrar o quanto antes dos pneus macios da Red Bull.

Após sete voltas, houve quatro líderes diferentes.

Jenson Button, da McLaren, chegou a perguntar à equipe pelo rádio se deveria atacar os adversários à sua frente, temendo desgastar demais os pneus.

"Foi torturante, se você estivesse envolvido com um carro que tem que dirigir naquele ritmo... Espero que para os fãs estivesse tudo bem", disse o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh.

A Pirelli introduziu novos compostos nesta temporada para facilitar as ultrapassagens e forçar a realização de mais paradas nos boxes, visando modificar as estratégias das equipes.

A medida foi vista à princípio como boa, por impedir que os pilotos ficassem um longo tempo na pista com o mesmo jogo de pneus, mas a nova geração agora perde o rendimento tão rápido em algumas pistas que as escuderias tiveram que adotar medidas drásticas.

As "ordens de equipe" que causaram polêmica no GP da Malásia no mês passado foram dadas principalmente para pedir aos pilotos que reduzissem o ritmo e salvassem os pneus -- algo que Webber fez, mas seu companheiro de equipe, Sebastian Vettel, não, o que deu a vitória ao alemão.

"Não acho que seja bom para todos os pilotos guiar a 70 por cento pela maior parte da corrida", disse Christian Horner, chefe da Red Bull, a repórteres.

Segundo Whitmarsh, a Pirelli já está "repensando" algumas coisas. A próxima corrida da temporada é o GP do Barein, no domingo.

(Reportagem de Alan Baldwin)

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