Põe o carro na tomada

Cinco estudantes e recém-formados do Imperial College, em Londres, viajaram 26 mil quilômetros entre Fairbanks, no Alasca, nos EUA, e Ushuaia, na Patagônia. Durante o trajeto, tiveram de carregar seus equipamentos eletrônicos nas tomadas, tais como celulares, notebooks - e o próprio carro usado no trajeto.

Gustavo Bonfiglioli, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2011 | 00h00

"A recarga do SZero, veículo elétrico que desenvolvemos no Imperial College, é feita em tomadas comuns. Uma recarga completa faz o carro rodar até 500 quilômetros", explica Alexander Schey, um dos viajantes.

O SZero despertou a curiosidade dos moradores em cada ponto da rota. "Não havia quem não pegasse seu celular e tirasse uma foto com o carro. Percebi que as pessoas ouvem muito falar de carros elétricos, mas ainda têm pouquíssima informação sobre eles e são certamente raras as que já viram um."

No trajeto, o carro também foi recarregado em turbinas de vento, usinas de energia e até no próprio Canal do Panamá, que gera energia hidrelétrica.

Os viajantes passaram também por aquelas situações dramáticas que sempre rendem os melhores relatos. Entre o Panamá e a Colômbia, o automóvel foi embarcado em um contêiner em um navio, pois não há rodovia que liga os dois países, apenas florestas. O veículo seria transportado até Cartagena, na Colômbia, onde o grupo o buscaria. Porém, o navio teve problemas e a viagem teve de ser adiada por mais de uma semana.

Preso no contêiner por dez dias, em alta temperatura e umidade, o carro teve problemas. "Gerou um curto-circuito no sistema elétrico. Uma hora depois de começarmos a dirigir, ele pegou fogo. O acidente prejudicou parte da fiação interna antes que conseguíssemos apagar o fogo", lembra Schey, rindo.

Por sorte, o grupo conseguiu consertar o problema em uma garagem na Universidade de Cartagena.

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