Polêmica reduz chances de ter papa africano

Nem mesmo os pôsteres de campanha a favor de Peter Turkson, colados de forma irônica nas ruas de Roma por um grupo de artistas logo após a renúncia de Bento XVI, devem ajudar o ganense no conclave. Declarações polêmicas sobre o homossexualismo e a expansão do islamismo na Europa reduziram a chance de a Igreja Católica escolhê-lo como primeiro papa negro da história.

O Estado de S.Paulo

12 de março de 2013 | 02h04

Aos 64 anos, Turkson se apresenta como o mais bem preparado entre os postulantes africanos. Em seu país, o arcebispo de Cape Coast é tido como artífice da paz. É considerado progressista por seus admiradores, que ressaltam seu papel como mediador, em 2008, das eleições presidenciais de Gana. Desde 2009, preside o Pontifício Conselho Justiça e Paz, instituição da Cúria que combate a violação de direitos humanos.

As principais polêmicas no currículo de Turkson começaram no ano passado. No início de 2012, ele rebateu as cobranças do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que exigiu maior rigor no combate aos crimes contra homossexuais na África. Recentemente, após entrevista à CNN, foi criticado novamente por sugerir uma relação direta entre pedofilia e homossexualismo. / EFE e REUTERS

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