Polícia apreende 4 mil livros do professor em SP

A Polícia Civil fez ontem, na região central de São Paulo, a maior apreensão do País dos chamados livros do professor, que não podem ser vendidos e estavam sendo comercializados em sebos. Foram recolhidos cerca de 4 mil exemplares de diferentes editoras. A blitz faz parte de campanha da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) e da Associação Brasileira para a Proteção dos Direitos Editoriais e Autorais (ABDR) que, por meio de denúncias, já apreendeu livros em Goiânia, Belo Horizonte e Fortaleza.O livro do professor é aquele com as respostas para exercícios propostos aos alunos. Eles são distribuídos gratuitamente em escolas particulares como forma de divulgação de coleções de livros didáticos. As escolas recebem todo ano exemplares de diversas editoras e, quando a coleção não é adotada, esses livros acabam sendo doados ou vendidos a sebos.?Muitas pessoas nem sequer sabem que é crime de direito autoral comercializar esses livros?, diz o advogado da ABDR e da Abrelivros, Dalton Morato. Os exemplares trazem sempre um selo indicando a proibição da venda. Para ele, pais ou os próprios alunos acabam comprando os livros do professor porque são vendidos cerca de 60% mais barato que o preço cobrado por livrarias para o exemplar destinado ao aluno. As outras operações fora de São Paulo apreenderam cerca de 2,2 mil livros. Na capital, os 4 mil foram encontrados em apenas dois locais.Os exemplares foram encontrados em sebos na Liberdade e no Largo Sete de Setembro. A operação foi realizada pelo Serviço de Investigações Gerais (SIG), seccional centro da capital paulista. Os proprietários dos estabelecimentos foram detidos. Segundo o delegado Fernando Schimidt, quem compra o livro no sebo também comete crime. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

AE, Agencia Estado

15 de fevereiro de 2008 | 08h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.