Polícia apura coação a testemunhas de ataque a delegado

A dificuldade da polícia em encontrar testemunhas que apontem pistas sobre os autores do atentado ao delegado adjunto da delegacia Anti-Seqüestro, Alexandre Neto, no domingo, em Copacabana, pode estar ligada à coação. Segundo a polícia, pessoas provavelmente ligadas ao mandante estão indo a lojas e bares da área perguntar quem está dando informações à polícia. Por ordem do titular da Delegacia de Homicídios, Roberto Cardoso, que investiga o caso, policiais distribuíram cartazes pedindo a colaboração dos moradores que tenham presenciado o ataque.Cardoso solicitou também que sejam arrecadadas fitas de câmeras de prédios da Avenida Nossa Senhora de Copacabana para tentar identificar o carro usado. Ele suspeita que essa tenha sido a rota de fuga dos criminosos. Atingido por quatro tiros, Neto deu entrevista hoje no quarto do Hospital Quinta D'''' or, onde está internado. Apesar de chamar o ex-chefe de Polícia Civil e atual deputado federal Álvaro Lins (PMDB) de "inimigo", a quem já denunciou por suposto envolvimento com o jogo do bicho, ele não quis apontar culpados e não descartou nenhuma das quatro linhas de investigação.Neto também não descarta a hipótese de ter sido alvo do sargento PM Márcio da Silva Barbosa, que tem um carro prata - mesma cor do usado no dia do crime. No ano passado, Neto se desentendeu com o sargento depois de ter estacionado seu carro em lugar irregular. "O tempo passou, mas talvez a raiva não", disse. O PM prestou depoimento e teve seu carro apreendido. Seu Polo prata passa amanhã por uma perícia.

TALITA FIGUEIREDO, Agencia Estado

05 de setembro de 2007 | 20h33

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