Polícia australiana desmantela rede de tráfico sexual

Autoridades afirmam que rede utilizava mulheres asiáticas e teria lucro anual de mais de R$ 4 milhões

Da BBC Brasil, BBC

07 de março de 2008 | 09h20

A polícia australiana afirma que desmantelou uma rede internacional de tráfico sexual que forçava mulheres asiáticas à servidão sexual em Sydney. Em uma operação conjunta com o Departamento de Imigração do país, realizada na quinta-feira, 6, a polícia resgatou dez mulheres da Coréia do Sul que trabalhavam em prostíbulos e prendeu cinco acusados por ofensas como tráfico humano e prisão por dívida. De acordo com a polícia, o grupo atraía as mulheres para a Austrália e as forçava a trabalhar até 20 horas por dia em bordéis legalizados na capital australiana. A polícia disse ainda que, apesar de concordarem a ir para a Austrália para trabalhar como prostitutas, as mulheres não eram informadas sobre as condições de trabalho. Segundo os oficiais, ao chegar na Austrália as mulheres tinham os passaportes recolhidos pela rede. "Meu entendimento é de que elas vieram para a Austrália para trabalhar na indústria do sexo, mas em condições mais razoáveis", disse um dos chefes da polícia, Tim Morris. A polícia confirmou ainda que a rede teria lucro anual de cerca de U$2,8 milhões (R$4,76 mi). De acordo com a secretária do Departamento de Imigração do país, Lyn O'Connell, "esta foi provavelmente a maior rede que já desmantelamos", afirmou. Um comerciante cujo estabelecimento é localizado próximo a um dos bordéis revistados pela polícia afirmou ao correspondente da BBC Phil Mercer que as funcionárias da casa de prostituição eram mulheres chinesas, japonesas e coreanas. Segundo ele, nos finais de semana vários carros cheios de mulheres asiáticas chegavam ao estabelecimento. A prostituição é legalizada na maior parte do território australiano, mas novas leis sobre escravidão foram introduzidas em 1999 para prevenir a exploração de mulheres vulneráveis.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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