Polícia Civil inicia greve e PI convoca Força Nacional

O governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), informou hoje que vai convocar a Polícia Militar para atuar no lugar dos policiais civis e agentes penitenciários em greve. O secretario estadual de Segurança Pública, Robert Rios Magalhães, confirmou que o governo pretende convocar a Força Nacional de Segurança Pública.

LUCIANO COELHO, Agência Estado

15 de abril de 2011 | 15h43

Os policiais reivindicam um aumento salarial na ordem de 24% e outros benefícios, como auxílio alimentação, convocação de concursados e melhorias nas unidades prisionais. O governo do Estado propôs pagar o reajuste em quatro parcelas até 2012. A proposta foi rechaçada na assembleia geral das categorias. "Não chegamos em nenhum consenso. Desde a última paralisação, nunca chegaram para conversar. Essa proposta não é satisfatória", afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis e Agentes Penitenciários, Vilobaldo Carvalho.

O governador Wilson Martins afirmou que a PM vai fazer o trabalho que garante a legalidade dos serviços essenciais. Os policiais civis e agentes penitenciários, pela essencialidade do serviço, pretendem manter apenas 30% dos servidores atendendo casos excepcionais, como crimes hediondos (estupro, latrocínio, sequestro e assalto à mão armada).

O governador orientou à Procuradoria Geral do Estado para ingressar com ação judicial pedindo a ilegalidade da greve dos policiais. O objetivo é convocá-los a voltar ao serviço sob pena de corte do ponto e desconto dos valores correspondentes no contracheque.

"O sistema todo na capital e interior está parado. O governo não sinalizou com nada", informou o presidente do sindicato. Ele revelou que os presos provisórios estão incomunicáveis. Não recebem visitas de parentes e nem de advogados. "Só com ordem judicial", completou Carvalho.

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