Polícia confirma que professor morto não era assaltante

A polícias civis de São Paulo e a de Minas Gerais já descartaram que o professor Silmar Júnior Madeira, de 31 anos, seja ligado à quadrilha que atacava caixas eletrônicos nos dois Estados. Madeira foi assassinado durante uma operação policial que resultou em nove mortos em Itamonte (MG) no último final de semana.

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, Agência Estado

25 de fevereiro de 2014 | 18h10

Para o delegado do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), Ruy Ferraz Fontes, o tiro que matou o professor pode ter partido dos bandidos. Segundo ele, a vítima foi atingida nas costas, um sinal de que pode não ter sido policiais que o mataram. Exames periciais que ainda não ficaram prontos vão ajudar nas investigações.

O professor foi pego como refém por um bandido quando deixava a casa da namorada em Itamonte. Na fuga, teria sido usado como escudo pelo assaltante que estava em seu carro. Os dois foram mortos e, de acordo com o delegado, isso teria ocorrido durante um intenso tiroteio numa estrada escura - o que dificultava a visão dos policiais.

Madeira morava em Itanhandu (MG) e a família disse estar aliviada com o reconhecimento da polícia. "Isso não vai trazê-lo de volta, mas pelo menos ele não ficará conhecido como bandido", disse Adélia Madeira, a mãe do professor. Ela contou que o filho, além de trabalhar numa empresa de segurança, era coordenador de uma escola e ainda lecionava em outra. Ele deixou duas filhas. Amigos do professor fizeram uma corrente de oração em uma das escolas em que ele trabalhava na noite desta segunda-feira, 25.

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